Suzuki Auto volta ao Brasil

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Publicado em 29 de Fevereiro no Automotive Business
TUDO CERTO PARA A VOLTA DA SUZUKI

A Suzuki está de volta no Brasil. Empresários ligados ao grupo Souza Ramos, que detém a marca da Mitsubishi no Brasil, devem formalizar nos próximos dias a conquista da representação. A negociação se estendeu por mais de dez meses e leva a uma operação independente da Mitsubishi (há quem diga que a matriz da Mitsubishi estaria interessada em absorver a operação brasileira). No início a importação se limitará a veículos completos. No futuro o caminho natural será a nacionalização de componentes e até a montagem em regime CKD. Como se recorda, a Suzuki foi uma das primeiras marcas a desembarcar no Brasil, logo depois da abertura às importações em meados de 1980 que trouxe a Lada como pioneira (Niva, Laika, Samara, Laika Station, lembra-se?). A operação da Suzuki, em Barueri, SP, importou do Japão, a partir de 1981, os jipes Vitara e Samurai e o compacto Swift, nas versões sedã e hatch. A seguir foi apresentado o Baleno, automóvel de porte médio sedã e hatch que não chegou a fazer muito sucesso. Em 1999 foram importadas também algumas unidades da minivan Wagon R+

JIPES DA SUZUKI FIZERAM HISTÓRIA NO BRASIL
O jipe Vitara tornou-se na época o principal símbolo da Suzuki no país, conquistando a preferência do público jovem e abrindo caminho para o crescimento da empresa no país. A empresa deu ênfase à comercialização de jipes, que encontraram no país um segmento de mercado ávido por novidades. O Vitara foi substituído pelo Grand Vitara, em 1998, e o Samurai deu lugar ao Jimny, apresentado ao mercado em 1999 e comercializado no Brasil efetivamente a partir de outubro de 2000 .

SEQUESTRO MARCOU DESPEDIDA DA SUZUKI
Em dezembro de 2000 a matriz japonesa assumiu o controle da operação no Brasil, nomeando Kiyoshige Ishii como presidente da Suzuki Automotores do Brasil. A constituição da empresa ocorreu logo após o anúncio da joint venture entre a Suzuki e a General Motors para a produção do Gran Vitara na fábrica da GM em Rosário, na Argentina. Em versões diesel e a gasolina, o Gran Vitara argentino ganhou as marcas Suzuki e Chevrolet. Não durou muito, no entanto, a presença no Brasil da matriz japonesa. Envolvido em um infeliz incidente de seqüestro no país, em maio de 2001, quando saia de um campo de golfe próximo a São Paulo, Ishii regressou ao Japão e a operação foi logo depois encerrada. O executivo japonês, que teve larga experiência em mercados como Espanha e Canadá, tinha um gestão centralizadora e de difícil entendimento (29 de fevereiro).
SUZUKI VENDEU QUASE 25 MIL VEÍCULOS
No primeiro ano de operação, em 1991, a Suzuki comercializou 20 veículos, enquanto a Lada vendeu nada menos do que 15.129 unidades. Naquele ano os importadores associados à Abeiva, que incluíam também Citroën, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Porsche e Volvo Car, comercializaram 15.691 veículos no Brasil. Nos anos seguintes a Suzuki comercializou 1.058, 3.332, 3.459, 3.909, 468, 4.191, 2.894, 1.057, 1.875, 1.230, 1.010 e 322 unidades. Em 2004 a marca deixou de aparecer nas estatísticas da Abeiva. Na soma, foram vendidos 24.825 veículos da Suzuki, incluindo automóveis e comerciais leves.
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