Coluna do Rubens: Direto de Mônaco

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E nesta semana, Rubens Barrichello fala sobre sua participação no GP de Mônaco

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Amigo(a),

Gostei do fim de semana de Mônaco. Desde quinta-feira nos primeiros treinos me senti bem confortável com o carro. Mônaco é uma pista que você tem de aceitar tocar nos guard rails sem se deixar abalar, e olha que isso acontece bastante. Meu carro estava bom, saindo ligeiramente de traseira na aceleração, mas bom de guiar e o principal: rápido.

Sábado pela manhã o carro continuava bom e fiquei em terceiro, mesmo tendo tido tráfego durante minha melhor volta. Enfim, estava muito confiante para a classificação. No Q1 e no Q2, meus melhores tempos foram com pneus super macios, mas só que os usados eram mais rápidos. Até aí tudo bem, mas para o Q3 só me restavam pneus novos. Mesmo assim, dei uma boa volta e registrei um tempo dois décimos mais lento do que meu melhor, porém agora com gasolina.

Eu até temia a competitividade da Ferrari, mas o Button, confesso que achava que era carta fora do baralho. Até então, ele tinha sido de dois décimos a meio segundo mais lento, mas aí ele me surpreendeu, a mim e a todos, com uma volta fantástica. Muito provavelmente foi no vai ou racha, porém o seu momento é muito bom e conseguiu o que ele precisava. Ali ele já assegurava meio caminho para a vitória.

O dia ensolarado no domingo confirmava nossa teoria que os pneus super macios andariam bem. Novamente fui surpreendido no grid, quando vi a maioria dos nossos competidores com os pneus mais duros. De certa forma, apesar de saber o resultado da prova e saber que tive um problemão na primeira fase da corrida com o "graining" (macarrãozinho no pneu), e que isso possa me ter custado a vitória, por outro lado, o pneu me ajudou muito na largada a ultrapassar o Kimi.

Não esperávamos que os pneus teriam problemas tão cedo na corrida. Eu seguia o Jenson bem de perto e isso foi o que afetou ainda mais o pneu.

Relatei ao box que o carro estava traseiro e eles me disseram que através das imagens da TV já haviam visto o graining do pneu. A equipe reagiu muito bem e conseguimos após o pit permanecer na frente da Ferrari do Kimi. Daí para frente, consegui ganhar tempo em relação ao Jenson, mas ele já havia aberto o suficiente para a vitória.

O menino está demais e está de parabéns.

Enquanto não consigo batê-lo, continuo na minha humildade batendo palmas, mas tenho muita fé e trabalho duro para virar o jogo.

Um forte abraço,

Rubens Barrichello.

autoagora

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