Brasil é protagonista na redução de poluentes

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Imagine transformar poluição em combustível

Brasil é protagonista na redução de poluentes

A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) reafirmou o protagonismo e atuação multissetorial nos pilares estratégicos do setor. Entre eles estão os que abrangem desde a segurança veicular e a manufatura até temas cruciais como descarbonização e matriz energética.

Logo, ao fortalecer sua presença técnica e institucional junto a órgãos reguladores, indústria e comunidade científica, a AEA consolidou sua relevância como um ator fundamental na construção da agenda de mobilidade do país. Essa atuação se torna ainda mais crítica quando contrastada com o panorama nacional de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que somam 2.146 MtCO₂e.

AEA mostra que Brasil tem o transporte como principal poluente

Embora o setor de Transportes seja responsável por uma parte significativa das emissões ligadas à energia (52% desse bloco), os dados apresentados pela entidade ressaltam que os maiores desafios do Brasil para o aquecimento global residem em áreas não energéticas: o desmatamento e a pecuária (digestão de ruminantes), que juntos detêm o peso desproporcional na contribuição brasileira.

Este cenário sublinha a complexidade da transição energética e a necessidade de que a engenharia automotiva avance em soluções de mobilidade limpa, um esforço detalhado no Manifesto AEA em Defesa da Descarbonização, ao mesmo tempo, em que o país lida com os enormes desafios estruturais de uso da terra.

Animais ruminantes aparecem como grades emissores de poluentes

Em seguida, aparece a digestão de animais ruminantes, com 626 MtCO₂e, ilustrando o papel central da pecuária, que responde por 64% das emissões da agropecuária. O segmento de Resíduos Sólidos contribui com 96 MtCO₂e, decorrentes principalmente de aterros e lixões, que concentram 66% das emissões do setor.

Já a produção de metais adiciona mais 94 MtCO₂e, representando 52% das emissões industriais. No entanto, o maior volume individual provém do Desmatamento, responsável por 906 MtCO₂e e por 98% das emissões associadas ao uso da terra.

Portanto, o gráfico sintetiza os principais vetores de emissão do país e evidencia o peso desproporcional do desmatamento e da agropecuária na contribuição brasileira para o aquecimento global.

Qual o tipo de transporte que mais emite gases poluentes?

Outra lâmina importante destacou a emissão por tipo de segmento de transporte, mostrando que a curva de retração atual está achatada, na maioria devido ao crescimento da frota e a não renovação do tipo de motor dos veículos.

Por fim, em outro contexto, a imagem destaca o desempenho do Brasil no ranking de geração de energia elétrica entre os países do G20, evidenciando a posição de liderança do país na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis. Os dados mostram que cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é composta por fontes limpas, principalmente hidrelétrica, seguida por eólica, solar e outras fontes renováveis, o que coloca o país muito à frente das demais economias do grupo.

Enquanto outras nações dependem majoritariamente de combustíveis fósseis, o Brasil apresenta uma intensidade de carbono extremamente baixa na geração de eletricidade, reforçando sua vantagem comparativa na transição energética global.

O ranking ilustra que nenhum outro membro do G20 combina, na mesma escala, alta participação de renováveis e baixo uso de fontes não renováveis. O resultado é uma matriz moderna, estável e entre as menos emissoras do mundo, consolidando o Brasil como referência internacional no setor elétrico.

Brasil está bem no ranking de países menos emissores

Por fim, ao longo das últimas discussões, consolidou-se um panorama claro da relevância estratégica da engenharia automotiva e da transição energética no Brasil. As análises envolveram desde a estrutura e o papel das comissões técnicas da AEA, fundamentais para articular indústria, academia e governo.

Em conjunto, esses elementos formam um quadro em que a engenharia, a inovação e a coordenação institucional se tornam essenciais para acelerar a descarbonização, orientar políticas públicas e sustentar o desenvolvimento tecnológico.

As informações trabalhadas ao longo das conversas apontam para um mesmo eixo: o Brasil tem vantagens estruturais, capital técnico qualificado e capacidade de liderança para avançar na mobilidade sustentável e na redução de emissões, desde que mantenha integração entre setores, governança sólida e compromisso contínuo com ciência, planejamento e modernização regulatória.

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