Se comprovarem que provocaram o incidente de forma intencional, negarão o pagamento da indenização
Afinal, dados da consultoria Jato Dynamics apontam que o preço médio para um carro novo chegou a R$ 151,4 mil em fevereiro, aumento de 7,7% em relação a fevereiro de 2023.
Logo, para garantir proteção financeira em situações como essa, o Seguro Automóvel é um forte aliado dos motoristas.
Para ter ideia, em 2024, dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) mostram R$ 33,5 bilhões em indenizações.
Ou seja, um crescimento de 6,4% em comparação ao período homólogo. Além da cobertura contra roubo e furto, o seguro também oferece proteção em casos de danos ao veículo, bem como enchentes e alagamentos.
No entanto, muitas pessoas não sabem que existem situações que podem levar à perda do direito à indenização. Para evitar surpresas desagradáveis, é essencial compreender todas as regras do contrato e seguir as exigências da seguradora.
Familiares de primeiro grau, como pais, irmãos e filhos, assim como cônjuges, não são caracterizados como terceiros. Por isso, se você bater no carro da sua esposa ou do seu irmão, o seguro não cobrirá o sinistro.
Fornecer dados incorretos sobre o uso do veículo, endereço de residência ou qualquer outra informação relevante pode resultar na recusa da indenização. Portanto, é melhor ser transparente e pagar um pouco mais pelo seguro do que correr o risco de ficar sem cobertura.
Se você mudar de endereço, se casar ou se separar, é fundamental comunicar o corretor para que um endosso com a alteração seja incluído na sua apólice. O mesmo vale caso o veículo passe a ser utilizado para transporte por aplicativo ou como ferramenta de trabalho, pois isso pode impactar diretamente a cobertura.
Se você permitir que uma pessoa sem habilitação dirija seu carro e houver um sinistro, a seguradora pode negar a indenização. Mesmo que a pessoa esteja apenas aprendendo a dirigir, a legislação permite que o seguro se recuse a pagar pelos danos.
Se comprovarem que provocaram o incidente de forma intencional, negarão o pagamento da indenização.
Deixar o carro estacionado com os vidros abertos, a chave no contato enquanto o motorista está ausente ou outras situações que aumentem o risco de furto podem levar à negativa do seguro. Outra prática arriscada é tentar atravessar ruas alagadas, já que essa atitude pode ser considerada um agravamento de risco, comprometendo a cobertura.
Qualquer alteração estrutural feita no veículo após a vistoria ou a contratação do seguro deve ser comunicada à seguradora. Caso contrário, o sinistro pode ser negado. Isso inclui mudanças na suspensão, instalação de equipamentos extras e qualquer modificação que altere as características originais do automóvel.