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Uma vereadora de São Paulo, capital, quer radares antirruído para combater poluição sonora. A autora, protocolou o Projeto de Lei nº 1350/2025, que autoriza a Prefeitura de São Paulo a instalar radares antirruído na cidade. Eles devem identificar e multar automaticamente veículos e outras fontes que emitam sons acima dos limites.
Os equipamentos funcionariam de forma semelhante aos radares de velocidade, detectando ruídos excessivos, registrando a origem e aplicando multas de maneira automatizada, reforçando a fiscalização ambiental e o combate à poluição sonora.
Como são os radares antirruído para combater poluição sonora?
Proposta vem em momento em que cidades do litoral também abrem medidas contra as caixas de som. Uma vez que acaba ocorrendo uma disputa insaciável por gostos musicais.
De acordo com dados do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), as reclamações por perturbação do sossego cresceram cerca de 40% entre 2015 e 2024, com média de 118 denúncias diárias no último ano. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, aproximadamente 80% das chamadas de emergência pelo aplicativo 190SP estão relacionadas a ruídos excessivos.
A proposta segue modelos já adotados em cidades como Londres, Paris e Nova York, que utilizam sensores acústicos para identificar a intensidade e origem dos ruídos e multar automaticamente os infratores.
“A poluição sonora é um dos principais problemas urbanos enfrentados pelos paulistanos e afeta diretamente a saúde física e mental da população. Os radares antirruído representam um avanço tecnológico que pode devolver o silêncio e o bem-estar à cidade, além de fortalecer o cumprimento das normas já existentes”, afirma a vereadora.
Como funciona os radares antirruídos?
Os radares antirruído funcionam por meio de microfones de alta sensibilidade instalados em pontos estratégicos da via, capazes de captar e medir, em decibéis, o nível de ruído gerado pelos veículos em circulação.
Quando ocorre um pico sonoro acima do limite, o sistema utiliza algoritmos de processamento e triangulação acústica para identificar a origem do som e associá-lo a um veículo específico, reduzindo interferências de ruídos externos.
Ao confirmar a irregularidade, o equipamento registra evidências, além de data, hora, local e intensidade do ruído, permitindo a validação técnica da infração. Para ter valor legal, os radares precisam ser certificados e aferidos periodicamente, assegurando precisão nas medições.
O objetivo da tecnologia é coibir emissões sonoras excessivas, combater a poluição sonora e melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas.
