CARDE reabre com muitas novidades no acervo

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CARDE reabriu as portas com a maior renovação de acervo desde sua inauguração, em novembro de 2024. O museu incorporou 21 veículos

CARDE reabriu as portas com a maior renovação de acervo

Após 10 dias fechado para manutenção, o CARDE reabriu as portas com a maior renovação de acervo desde sua inauguração, em novembro de 2024. O museu incorporou 21 veículos, novas obras de arte e peças de mobiliário histórico nunca antes exibidas ao público.

Entre os dias 18 e 27 de maio, a equipe realizou melhorias na infraestrutura do espaço, incluindo pintura, revitalização dos pisos e modernização da cozinha. Aproveitando a parada técnica, o diretor e curador Luiz Goshima promoveu uma ampla atualização da exposição permanente.

Entre as novas obras de arte, destaca-se a escultura Trepante (Versão 1), de Lygia Clark. O acervo também recebeu os vasos Xangô, Oxaguiam, Oxossi e Ogum, criados por Almir Lemos, além da icônica Cadeira de Três Pés, assinada por Joaquim Tenreiro em 1947.

No setor automotivo, o museu passa a exibir modelos raros e históricos, como o Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé 1952, o Cadillac Eldorado Biarritz 1959, o Porsche 356 Speedster 1957 e o Plymouth Superbird 1970. A renovação também inclui ícones nacionais das décadas de 1980 e 1990, como Passat Pointer, Chevrolet Kadett, Opala Diplomata, Corsa GSi e Fiat Tempra Turbo.

Outro destaque é o Opel Lotus Omega 3.6 Biturbo 1992, um dos sedãs mais rápidos de sua época. Já na categoria de raridades, o Volkswagen SP1 de 1974 passa a integrar a exposição ao lado de um SP2, ampliando a representação dos esportivos brasileiros.

Desde a inauguração, o CARDE já recebeu mais de 150 mil visitantes. Segundo o museu, a inclusão de modelos das décadas de 1980 e 1990 atende a uma demanda frequente do público, atraído pela conexão afetiva com veículos que marcaram gerações.

Destaques do novo acervo

Entre os recém-chegados estão o Opel Lotus Omega 1992, equipado com motor seis cilindros biturbo de 377 cv; o Plymouth Superbird 1970, criado para as pistas da NASCAR; o Cadillac Eldorado Biarritz 1959, símbolo máximo do design automotivo norte-americano dos anos 1950; o Porsche 356 A Speedster 1957, um dos esportivos mais desejados da história; e o raríssimo Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé 1952, do qual apenas duas unidades receberam a carroceria desenvolvida pela Ghia.

Um polo da cultura automotiva

Criado pela Fundação Lia Maria Aguiar, o CARDE vai além do conceito tradicional de museu. O espaço utiliza automóveis, obras de arte e mobiliário histórico para contar a história do Brasil e fortalecer a cultura do antigomobilismo.

Desde sua inauguração, o museu também ganhou projeção internacional. Veículos de seu acervo receberam premiações em eventos de prestígio como Pebble Beach e The Quail, nos Estados Unidos, ampliando a visibilidade do antigomobilismo brasileiro no cenário global.

“O Brasil vive um momento de valorização da cultura automotiva. Além do aspecto histórico e emocional, o carro clássico também se consolida como um ativo de valor estável e uma oportunidade de relacionamento entre colecionadores e entusiastas”, afirma Luiz Goshima.

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