
Condições severas aceleram o desgaste da suspensão
11/05/2026
Entenda o quanto a chuva diminui a velocidade
As mudanças nas condições climáticas têm impacto direto na segurança viária e na eficiência do trânsito nas grandes cidades. Um estudo da Geotab mostra que a chuva pode reduzir a velocidade média do trânsito em São Paulo em até 14,8%, o maior impacto registrado entre as metrópoles latino-americanas analisadas.
O levantamento reforça a importância da manutenção dos pneus e da adaptação da condução em pistas molhadas para reduzir riscos de acidentes e perdas operacionais.
Além dos impactos no fluxo urbano, as condições da pista influenciam diretamente o desempenho dos pneus e o comportamento do veículo. De acordo com a Bridgestone Brasil, a alternância entre piso seco e molhado exige atenção constante dos motoristas e manutenção preventiva em dia.
Entenda o quanto a chuva diminui a velocidade
“Em piso seco, o pneu trabalha com máxima aderência. Já no molhado, ele precisa escoar a água para manter o contato com a pista. Se o pneu não estiver em boas condições, essa capacidade é reduzida e o risco de perda de controle aumenta”, afirma Roberto Ayala.
Segundo a fabricante, em pista seca fatores como altas temperaturas, longos deslocamentos e pressão inadequada podem acelerar o desgaste e comprometer o desempenho. Já no piso molhado, os sulcos da banda de rodagem ganham papel central para evitar aquaplanagem e preservar a estabilidade do veículo.
Entenda a diferença entre o seco e o molhado
“Muitas vezes, o motorista inicia a viagem em pista seca e encontra chuva ao longo do trajeto. Essa mudança altera completamente o comportamento do veículo e exige adaptação imediata na condução, com redução de velocidade e aumento da distância de segurança”, destaca Ayala.
O estudo da Geotab, baseado em mais de 16,2 milhões de trajetos monitorados por telemetria entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, identificou que a capital paulista é especialmente sensível aos eventos de chuva intensa, principalmente no horário de pico da manhã.
Segundo Caroline Adelina de Jesus, a redução da velocidade aumenta o tempo de deslocamento, eleva o consumo de combustível e reduz a produtividade das operações de frota.
Veja a opinião técnica da fabricante
Para a Bridgestone, a manutenção preventiva dos pneus se torna ainda mais relevante diante desse cenário. A empresa recomenda verificar regularmente a calibragem, acompanhar a profundidade dos sulcos, realizar inspeções visuais frequentes e manter alinhamento e balanceamento em dia.
“A calibragem correta é fundamental em qualquer condição. Em trajetos mais longos, o aquecimento natural do pneu aumenta e qualquer variação de pressão pode intensificar o desgaste e comprometer a segurança”, reforça Ayala.
O cruzamento entre os dados de mobilidade urbana e as orientações técnicas da indústria evidencia como chuva, trânsito intenso e desgaste dos pneus formam uma combinação crítica para a segurança viária, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo.
