Teto para carros no BNDES passa para R$ 200 mil

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07/09/2026
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Teto para carros no BNDES passa para R$ 200 mil

Teto para carros no BNDES passa para R$ 200 mil

Os motoristas cadastrados no Move Brasil operado pelo BNDES podem financiar caros até R$ 200 mil. O teto anterior, de R$ 150 mil, foi elevado por portaria interministerial.

As taxas de juros do programa não mudaram. Ou seja, permanecem em até 11,5% ao ano para mulheres e até 12,6% ao ano para os demais motoristas. Já o prazo de financiamento passou a ser de até 84 meses.

Teto para carros no BNDES passa para R$ 200 mil

Segundo dados de emplacamentos de 2025 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a elevação do teto deve ampliar significativamente o alcance do programa: a fatia das vendas de automóveis enquadrada exclusivamente pelo critério de preço passaria de cerca de 63% para 88%. 

Podem solicitar o financiamento motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de taxistas que atendam aos requisitos do programa.

O cadastro é feito na plataforma Move Brasil; uma vez habilitado, o interessado deve procurar uma concessionária ou instituição financeira credenciada que opere a linha.

Consórcio também ganha espaço como alternativa de renovação de frota

O aumento do teto do BNDES Move Motoristas chega em um momento em que motoristas de aplicativo e entregadores já vinham buscando outras formas de renovar a frota sem comprometer o fluxo de caixa.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o Sistema de Consórcios fechou o primeiro semestre de 2026 com 13,36 milhões de participantes ativos, recorde histórico e alta de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025.

No segmento de veículos leves, foram comercializadas quase 1 milhão de cotas no semestre, avanço de 4,2%, com projeção da entidade de crescimento de até 11% para o setor neste ano, puxado justamente pela procura por alternativas ao financiamento tradicional, como o próprio programa do BNDES.

Motocicletas também avançam

No caso das motocicletas, cada vez mais usadas por entregadores, os créditos comercializados por consórcio dobraram nos últimos cinco anos e somaram mais de R$ 10,75 bilhões apenas no primeiro quadrimestre de 2026.

O movimento acompanha a recuperação mais ampla do setor automotivo: segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com base em dados da Fenabrave, o Brasil licenciou 2,55 milhões de veículos leves em 2025, alta de 2,6%, enquanto as motocicletas somaram 2,2 milhões de unidades, crescimento de 17% e novo recorde.

A eletrificação também avança nesse cenário: dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) apontam que os veículos eletrificados atingiram 16,2% de participação nas vendas de leves em abril de 2026, o dobro do registrado um ano antes, com mais de 122 mil unidades comercializadas nos quatro primeiros meses do ano, alta de 124%.

99 diz que eletrificados podem reduzir em até 80% os custos operacionais

Um estudo da plataforma 99 identificou que veículos eletrificados podem reduzir em até 80% os custos operacionais em comparação aos modelos a combustão, principalmente por causa da economia com energia e manutenção. O obstáculo segue sendo o investimento inicial, o que explica por que tanto o crédito do BNDES quanto o consórcio vêm sendo procurados como caminhos para viabilizar essa troca.

“Hoje o motorista de aplicativo administra uma empresa de uma pessoa só. O veículo deixou de ser apenas um patrimônio e passou a ser um ativo que precisa gerar retorno financeiro. Quando ele consegue substituir um carro antigo ou uma motocicleta de alta manutenção por um modelo mais eficiente, reduz despesas e melhora sua margem. O consórcio permite fazer essa renovação sem os juros, preservando o capital de giro e facilitando, inclusive, a migração para veículos eletrificados”, afirma Guilherme Lamounier, gerente nacional de vendas da Multimarcas Consórcios.

Segundo o executivo, o movimento também reflete uma mudança no perfil do consorciado. “Há alguns anos, o consórcio era visto principalmente como uma forma de comprar um bem no futuro. Hoje ele passou a integrar o planejamento financeiro de profissionais autônomos e pequenos empreendedores. Para quem vive da mobilidade, seja transportando passageiros ou realizando entregas, renovar a frota significa aumentar produtividade, reduzir custos e permanecer competitivo em um mercado cada vez mais exigente”, conclui Lamounier.

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