Celular é visto como maior risco por 35% dos motoristas

Mitos e verdades sobre a manutenção dos filtros automotivos

17/09/2026

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Celular ao volante preocupa mais que excesso de velocidade

Na Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro de 2026, a Continental Pneus chama atenção para a distração ao volante, um dos principais desafios da segurança viária.

Segundo sondagem da empresa com 463 motoristas brasileiros, o uso do celular durante a condução é apontado como o maior risco no trânsito por 35% dos entrevistados. Em seguida aparecem a falta de atenção (19%) e o excesso de velocidade (17%).

Os números mais recentes do país mostram por que o tema segue relevante. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal registrou 72.483 sinistros nas rodovias federais, com 83.483 feridos e 6.044 mortes. Apesar da redução em relação a 2024, o total equivale a mais de 16 mortes por dia apenas nas BRs.

Distração e a percepção de risco

A preocupação dos brasileiros com o celular vai ao encontro das recomendações da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE). Em documento técnico de 2020, o órgão já classificava a distração ao volante como um dos maiores desafios da segurança viária. O uso do celular é considerado uma das formas mais perigosas de distração porque reúne três fatores de risco ao mesmo tempo: o visual, quando o motorista tira os olhos da via, o manual, quando solta o volante, e o cognitivo, quando desvia a atenção da condução.

A sondagem, porém, revela uma contradição. Embora 93% dos participantes se considerem seguros ou muito seguros ao dirigir, muitos parecem associar os riscos ao comportamento dos outros condutores, e não às próprias atitudes.

“Muitas vezes, o motorista associa segurança apenas à condução, mas ela também depende da capacidade do veículo de responder adequadamente em situações críticas. E essa resposta começa pelo único componente que toca o solo: o pneu”, afirma Renato Siqueira, gerente de Assistência Técnica da Continental Pneus.

Qualidade da frota também pesa

Outro estudo da UNECE, de 2026, amplia a discussão ao mostrar que a redução das mortes no trânsito depende não só da condução responsável, mas também da qualidade da frota em circulação. O relatório Analysis of the Impact of Imported Used Vehicles on Road Safety and the Effectiveness of Policies aponta que veículos com tecnologias modernas de segurança, como controle eletrônico de estabilidade (ESC), freios ABS e airbags, evitam mais acidentes e reduzem a gravidade das colisões. O documento também destaca que políticas baseadas apenas na idade dos veículos são menos eficazes do que aquelas que exigem padrões mínimos de segurança e inspeções técnicas periódicas.

Manutenção ainda é subestimada

Enquanto o comportamento ao volante domina a preocupação dos brasileiros, apenas 4% dos entrevistados citaram as condições e a manutenção dos veículos entre os maiores riscos. Para a Continental, o dado mostra que há espaço para ampliar a conscientização sobre a manutenção preventiva, sobretudo dos pneus, único ponto de contato entre o veículo e o solo.

“O comportamento do motorista continua sendo decisivo para evitar acidentes, mas ele precisa estar acompanhado de um veículo em boas condições e corretamente alinhado. Pneus calibrados, dentro dos limites legais de desgaste e balanceados também são fundamentais para garantir aderência, estabilidade e eficiência nas frenagens”, acrescenta Siqueira.

Há, por outro lado, um dado positivo: 42% dos participantes disseram priorizar segurança e desempenho na escolha dos pneus, percentual bem superior ao dos que apontam o preço como principal critério (8%).

Para a Continental e para os estudos da UNECE, a combinação de comportamento responsável, atenção permanente ao volante, manutenção preventiva e veículos com tecnologias modernas de segurança é um dos caminhos mais eficazes para reduzir acidentes e preservar vidas.

Sobre a sondagem

O levantamento foi realizado entre abril e maio de 2026, no site da Continental Pneus, com 463 participantes. Trata-se de uma sondagem sem metodologia científica, que reflete apenas a percepção dos respondentes.

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