
Carros usados de até 20 anos valorizam até 15%
07/07/2026
Carros usados com 13 a 20 anos registram alta nos preços de até 14,6% em 12 meses; veja os modelos que mais valorizaram.
Porta batida no estacionamento, chuva de granizo, objetos que caem sobre a lataria ou até uma bola durante uma brincadeira de rua. Situações comuns do dia a dia podem deixar pequenos amassados nos veículos e, embora pareçam danos sem importância, especialistas alertam que ignorá-los pode trazer prejuízos financeiros no momento da venda ou da troca do automóvel.
Segundo João Ricardo Chamone Maciel, especialista em recuperação estética automotiva, muitos proprietários acabam adiando os reparos por considerarem essas avarias apenas um problema estético. No entanto, a percepção do comprador pode ser diferente.
Pequenos amassados podem reduzir valor de revenda
“É comum que o proprietário conviva por anos com pequenos amassados na lataria e só perceba o impacto dessas marcas quando decide vender o veículo. Muitas vezes, a impressão de falta de cuidado acaba influenciando diretamente a negociação”, afirma.
A preocupação com a conservação ganhou ainda mais relevância diante das mudanças no mercado automotivo brasileiro. De acordo com a Pesquisa da Frota Circulante 2026, divulgada pelo Sindipeças, a idade média dos automóveis em circulação no país chegou a 11 anos e cinco meses em 2025, refletindo o aumento dos preços dos veículos novos e a maior permanência dos carros nas mãos dos proprietários.
Com os automóveis sendo utilizados por mais tempo, especialistas apontam que a manutenção deixou de ser apenas uma questão estética e passou a fazer parte da gestão do patrimônio familiar.
Pequenos amassados aumentam prejuízo ao proprietário
Esse movimento também se reflete nos hábitos dos consumidores. Levantamento realizado pela Webmotors com 500 brasileiros mostra que 73% dos proprietários realizam manutenção automotiva pelo menos uma vez por ano. O estudo aponta que a alta dos preços dos veículos novos levou os motoristas a dedicar mais atenção à conservação dos carros.
Ao mesmo tempo, o mercado de usados e seminovos segue aquecido. Dados da Fenauto indicam que 18,5 milhões de veículos usados e seminovos foram comercializados no Brasil em 2025, o maior volume já registrado pelo setor.
Nesse cenário, detalhes aparentemente simples podem fazer diferença na avaliação do automóvel. Embora amassados provocados por portas, granizo ou pequenos impactos raramente comprometam a segurança do veículo, eles podem influenciar a percepção de compradores e lojistas.
“Muitas pessoas recorrem a soluções improvisadas ou deixam o problema para depois. Em diversos casos, porém, danos leves podem ser corrigidos sem a necessidade de repintura, preservando as características originais do carro”, explica Chamone Maciel.
Carro original vale mais
Segundo o especialista, a originalidade e o estado de conservação têm se tornado fatores cada vez mais relevantes nas negociações. Um veículo com acabamento uniforme e sem marcas aparentes costuma transmitir mais confiança ao comprador, contribuindo para a preservação do valor de mercado.
Com os brasileiros mantendo seus automóveis por períodos cada vez maiores, a atenção aos pequenos detalhes deixou de representar apenas uma preocupação estética. Para especialistas, cuidar da conservação do veículo é também uma forma de proteger um patrimônio que ocupa parcela significativa do orçamento das famílias.
