Pneus importados podem ficar 20% mais caros com novo tributo

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A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) alerta para os impactos de uma possível nova alta no imposto de importação de pneus de passeio. A alíquota, que subiu de 16% para 25%, pode chegar a 35% em 2026, em análise no governo federal.

Segundo a entidade, o aumento tende a elevar os preços ao consumidor. Um pneu de R$ 500 pode passar a cerca de R$ 675, acumulando alta superior a 20%.

A ABIDIP afirma que a medida afeta inclusive pneus não produzidos no Brasil, como os de aro 13 e 14, reduzindo a oferta e pressionando custos para a frota mais antiga.

O movimento ocorre em um mercado aquecido, com alta de cerca de 15% nas vendas de veículos no primeiro trimestre de 2026, segundo a Fenabrave. Para a entidade, o setor demanda mais competitividade, não proteção tarifária.

A associação também aponta riscos adicionais, como pressões geopolíticas sobre custos logísticos, que podem ampliar o impacto nos preços. O efeito tende a atingir motoristas profissionais, frotistas e a inflação do transporte, além de incentivar o adiamento da troca de pneus. A ABIDIP defende a revisão da tarifa para níveis mais baixos, como forma de preservar a concorrência e conter preços ao consumidor.

Pneus nacionais fizeram uma carta em defesa

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa fabricantes instalados no país, defende medidas para conter o avanço dos importados. Segundo a entidade, o market share dos pneus nacionais caiu para 31% no primeiro bimestre de 2026, ante 41% no mesmo período de 2025 e 63% em 2021.

Para a associação, o cenário indica concorrência desleal e perda de competitividade da indústria local. Em manifesto enviado ao governo, assinado por 40 entidades, o setor pede ações como licenciamento não automático de importações com critérios antifraude e ambientais, aceleração de investigações antidumping, estímulo a compras públicas com conteúdo local e alinhamento tarifário com países de base industrial relevante.

A pauta inclui ainda incentivos à produção nacional de borracha. Segundo a entidade, o objetivo é restabelecer condições de isonomia no mercado e preservar a cadeia produtiva, que reúne cerca de 35 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos.

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