Velas em motores híbridos: Mitos e verdades

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22/04/2026
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Velas em motores híbridos: Mitos e verdades

Velas em motores híbridos: Mitos e verdades

O crescimento da frota de veículos híbridos no Brasil não reduziu as dúvidas sobre a manutenção desses modelos entre consumidores e profissionais da reparação. Alguns dos mitos mais comuns estão associados às velas de ignição: afinal, motores híbridos utilizam velas diferentes dos motores exclusivamente a combustão? A NGK, marca da Niterra especializada em sistemas de ignição, compartilha fatos que facilitarão o dia a dia do mecânico.

1- Mito: Motores híbridos utilizam velas de ignição completamente diferentes dos motores a combustão

Na prática, as velas de ignição — peças cuja função é iniciar a queima da mistura ar-combustível via centelha elétrica — utilizadas em veículos híbridos não são necessariamente diferentes das aplicadas em motores tradicionais.

As especificações seguem o projeto de cada motor, considerando fatores como grau térmico, material do eletrodo e dimensões. Enquanto a maioria dos motores a combustão interna (gasolina, etanol ou flex) trabalha no Ciclo Otto, muitos híbridos utilizam variações como os ciclos Atkinson ou Miller.

Como o mercado brasileiro possui diversos níveis de eletrificação — desde o híbrido leve (onde o motor elétrico auxilia o torque) até o híbrido plug-in (que permite condução puramente elétrica) — as velas são escolhidas para atender às particularidades de cada sistema. Portanto, ser híbrido não exige, automaticamente, um tipo exclusivo de vela, mas as condições de trabalho desses motores podem demandar tecnologias específicas para suportar o regime de funcionamento intermitente.

2- Mito: a manutenção do sistema de ignição é mais simples em híbridos

Embora o motor a combustão funcione por menos tempo em certas situações, os híbridos exigem cuidados redobrados. Isso se deve à presença de sistemas elétricos de alta tensão. Antes de qualquer intervenção, é vital seguir os protocolos de segurança do fabricante, incluindo a desativação do sistema de alta voltagem e o uso de EPIs adequados.

Outro ponto crítico é o envelhecimento do combustível, especialmente em modelos plug-in. Quando o motorista utiliza o veículo predominantemente no modo elétrico, o combustível parado no tanque perde suas propriedades, formando gomas e vernizes que obstruem o sistema de injeção e dificultam a ignição.

3- Mito: Não é preciso utilizar o motor a combustão periodicamente

Para evitar a degradação do combustível, especialistas recomendam que o motor a combustão seja acionado regularmente. Essa prática renova o fluido nas linhas do sistema e mantém a lubrificação e o funcionamento dos componentes em dia.

Também é importante evitar o esgotamento total do tanque, o que pode causar danos ao sistema de injeção de combustível. Sempre siga as recomendações de uso estabelecidas pelo fabricante e, em caso de dúvidas, consulte o concessionário representante da marca.

Nos manuais também estão as características técnicas, cuidados na utilização e manutenção.  Logo, com a evolução das tecnologias automotivas, a disseminação de informações técnicas confiáveis é essencial para combater mitos e garantir uma manutenção correta. Entender as particularidades dos sistemas híbridos contribui para preservar o desempenho, a eficiência e a durabilidade dos veículos.

Cuidados adicionais na manutenção de veículos híbridos

Embora a vela em si não seja diferente, os veículos híbridos exigem atenção adicional. Tudo por conta da presença de sistemas de alta tensão.

“Antes de qualquer intervenção no motor, é fundamental seguir os protocolos de segurança recomendados pela fabricante, como a desativação do sistema elétrico de alta voltagem e o uso de equipamentos de proteção adequados”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil. “Esse procedimento reduz riscos durante a manutenção e garante a integridade do profissional e do veículo.”

Ou seja, com a expansão da eletrificação automotiva, o acesso à informação técnica correta torna-se essencial para consumidores e profissionais da reparação. 

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