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Pneus importados podem ficar 20% mais caros com novo tributo Segundo a entidade, o aumento tende a elevar os preços ao consumidor. Um pneu de R$ 500 pode passar a cerca de R$ 675, acumulando alta superior a 20%. A ABIDIP afirma que a medida afeta inclusive pneus não produzidos no Brasil, como os de aro 13 e 14, reduzindo a oferta e pressionando custos para a frota mais antiga. O movimento ocorre em um mercado aquecido, com alta de cerca de 15% nas vendas de veículos no primeiro trimestre de 2026, segundo a Fenabrave. Para a entidade, o setor demanda mais competitividade, não proteção tarifária. A associação também aponta riscos adicionais, como pressões geopolíticas sobre custos logísticos, que podem ampliar o impacto nos preços. O efeito tende a atingir motoristas profissionais, frotistas e a inflação do transporte, além de incentivar o adiamento da troca de pneus. A ABIDIP defende a revisão da tarifa para níveis mais baixos, como forma de preservar a concorrência e conter preços ao consumidor. Pneus nacionais fizeram uma carta em defesa A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa fabricantes instalados no país, defende medidas para conter o avanço dos importados. Segundo a entidade, o market share dos pneus nacionais caiu para 31% no primeiro bimestre de 2026, ante 41% no mesmo período de 2025 e 63% em 2021. Para a associação, o cenário indica concorrência desleal e perda de competitividade da indústria local. Em manifesto enviado ao governo, assinado por 40 entidades, o setor pede ações como licenciamento não automático de importações com critérios antifraude e ambientais, aceleração de investigações antidumping, estímulo a compras públicas com conteúdo local e alinhamento tarifário com países de base industrial relevante. A pauta inclui ainda incentivos à produção nacional de borracha. Segundo a entidade, o objetivo é restabelecer condições de isonomia no mercado e preservar a cadeia produtiva, que reúne cerca de 35 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos.
As vendas totais de pneus caíram 2,6% até novembro de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023, passando de 48,29 milhões para 47,05 milhões de unidades. Enquanto as vendas para montadoras registraram um aumento de 1,4% (de 12,03 milhões para 12,19 milhões), o mercado de reposição teve retração de 3,9% (de 36,26 milhões para 34,85 milhões), segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP).
Desempenho por segmento
- Veículos de passeio:
As vendas totais caíram 6,5%, saindo de 25,34 milhões de unidades em 2023 para 23,70 milhões neste ano. As vendas para montadoras recuaram 0,6% (de 7,27 milhões para 7,22 milhões), e o mercado de reposição caiu 8,8% (de 18,07 milhões para 16,47 milhões). - Veículos de carga:
O segmento registrou alta de 3,6%, com vendas subindo de 6 milhões para 6,22 milhões de unidades. As comercializações para montadoras cresceram 22,2% (de 1,42 milhão para 1,73 milhão), enquanto o mercado de reposição teve leve queda de 2,1% (de 4,58 milhões para 4,48 milhões). - Motocicletas:
O mercado de reposição de pneus para motocicletas cresceu 2,9%, com vendas aumentando de 9,05 milhões em 2023 para 9,31 milhões nos primeiros onze meses de 2024.
Desempenho em novembro
Em novembro, as vendas totais de pneus caíram 2,6% em relação a outubro, com 4,53 milhões de unidades comercializadas. Apesar disso, o desempenho foi 11,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2023, mas 7,2% inferior a novembro de 2022.
- Montadoras: As vendas recuaram 9,9% em comparação a outubro, de 1,36 milhão para 1,23 milhão de unidades.
- Reposição: O mercado registrou leve alta de 0,4%, com vendas subindo de 3,28 milhões para 3,30 milhões.
A ANIP destaca que os números refletem a dinâmica variada dos segmentos, com crescimento em alguns mercados específicos e retrações em outros.
