
GWM faz transporte de carros usando caminhão a hidrogênio
04/09/2026
VW Caminhões e Ônibus vai entrar nos utilitários
A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara a expansão de seu portfólio de comerciais leves para competir, pela primeira vez, no segmento de utilitários. A novidade marca os 45 anos da empresa e será apresentada oficialmente na Fenatran, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Depois do Brasil, o lançamento segue para a Argentina.
“Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história. Já temos o portfólio mais completo de caminhões e ônibus do mercado e, agora, vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos. Com o mesmo DNA da nossa marca, os produtos chegam dentro do conceito sob medida, seguindo a filosofia ‘menos você não quer, mais você não precisa'”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO.
Para viabilizar há acordo de cooperação com a SAIC Motor, montadora chinesa que a VW colabora há mais de 40 anos.
“Nosso objetivo é combinar o melhor dos dois mundos: o reconhecido domínio e entrega de produtos adequados à operação em mercados emergentes e a velocidade de desenvolvimento dos chineses”, explica Cortes.
Os veículos, cujo nome segue em sigilo, já estão em fase avançada de validação, com protótipos passando por testes de engenharia e qualidade nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. No início das vendas, os modelos virão importados da China, enquanto a montadora estrutura a produção regional. “O resultado vai impressionar o mercado, com a tradicional identidade e padrão de excelência pelos quais nossos produtos são reconhecidos”, afirma Cortes.
GM contra-ataca
O interesse por comerciais leves de origem asiática montados no Mercosul não é exclusividade da VWCO. A Chevrolet também estuda voltar a vender caminhões leves e médios no Brasil, uma ausência desde 1995, com base em modelos da Isuzu, parceira histórica da GM já comercializados sob a marca em países como Colômbia, Equador e Chile.
Uma das possibilidades em estudo é a montagem dos veículos na fábrica da Nordex, no Uruguai, mesma planta usada por Kia e Ford para trazer comerciais ao Brasil dentro do acordo do Mercosul, o que isentaria os modelos do Imposto de Importação.
