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Componentes essenciais para a estabilidade e a segurança veicular, os amortecedores passaram por avanços tecnológicos nos últimos anos. Responsáveis por controlar os movimentos da suspensão e manter os pneus em contato com o solo, eles influenciam diretamente o comportamento do veículo em curvas, frenagens e na absorção de irregularidades da pista.

Atualmente, a frota brasileira conta principalmente com amortecedores convencionais (hidráulicos) e pressurizados (a gás), além de sistemas eletrônicos presentes em modelos mais sofisticados. A Nakata, fabricante de componentes para o mercado de reposição, explica as diferenças entre as tecnologias e destaca a importância da manutenção preventiva.

Amortecedores convencionais

Também conhecidos como hidráulicos, os amortecedores convencionais utilizam óleo, pistão, haste, tubos e válvulas internas para absorver e dissipar a energia gerada pelos movimentos da suspensão. Quando o veículo passa por irregularidades, o fluido é forçado a circular por pequenos orifícios, criando resistência e reduzindo as oscilações da carroceria.

Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata, esse sistema pode perder eficiência em condições severas de uso. “O superaquecimento do óleo pode provocar a formação de bolhas, fenômeno conhecido como aeração, comprometendo a capacidade de amortecimento”, explica.

Esse tipo de amortecedor ainda é amplamente utilizado em caminhões e ônibus.

Amortecedores pressurizados

Nos modelos pressurizados, além do óleo, o sistema conta com nitrogênio em baixa pressão. O gás ajuda a manter o fluido sob pressão constante, reduzindo a cavitação e preservando a eficiência do componente mesmo em temperaturas elevadas e situações de maior exigência.

Entre as principais características estão a resposta mais rápida às irregularidades do piso, maior controle das rodas em altas velocidades e aumento da durabilidade do conjunto. Na prática, o sistema proporciona maior estabilidade e precisão na condução.

Sistemas eletrônicos

Veículos de categorias superiores podem contar com amortecedores eletrônicos, capazes de ajustar automaticamente o nível de amortecimento conforme fatores como carga transportada, condições da pista e modo de condução selecionado.

Com gerenciamento eletrônico, o sistema adapta a atuação da suspensão em cada eixo e, em alguns casos, em cada roda, proporcionando mais conforto, aderência e estabilidade. Por outro lado, a complexidade da tecnologia eleva os custos de manutenção.

Importância da revisão

Independentemente da tecnologia empregada, a recomendação é realizar inspeções periódicas no sistema de suspensão. A Nakata orienta que as avaliações sejam feitas, em média, a cada 10 mil quilômetros ou conforme as especificações do fabricante do veículo.

Entre os principais sinais de desgaste estão vazamentos de fluido, aumento da distância de frenagem, excesso de balanço da carroceria, perda de estabilidade em curvas, ruídos na suspensão e desgaste irregular dos pneus.

Segundo a fabricante, circular com amortecedores comprometidos pode reduzir a aderência dos pneus ao solo e aumentar o risco de acidentes.

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