Colunistas

27/07/2013

CHEGA DE ESPERTEZA

Por: Fernando Calmon Improvisação, em assuntos que merecem atenção do poder público, infelizmente continua como regra. Demonstração desse descaso aconteceu com a inspeção técnica ambiental (ITA) na cidade de São Paulo. Em nível nacional existe um Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) que obriga governos estaduais a levantar um inventário de emissões e controlar via inspeção de veículos o nível de poluentes. Liminar concedida há três meses ao Ministério Público paulista, pela 14ª Vara da Fazenda Pública, determinou a ITA em 128 municípios e em toda a frota movida a diesel no Estado. Nada aconteceu até agora. Em teoria
20/07/2013

FASE ASCENDENTE

Por: Fernando Calmon Parar no tempo é a pior situação na indústria automobilística. Tal situação envolveu marcas puramente inglesas, em parte pelos reflexos severos da II Guerra Mundial. Levou o governo britânico a assumir o controle de empresas descapitalizadas e a um plano de fusões. Típico mau gestor, acabou por aumentar os prejuízos e, finalmente, vender por qualquer preço para concorrentes estrangeiros (BMW, Ford e VW). Marcas inglesas de maior peso estão hoje todas desnacionalizadas. Land Rover e Jaguar formam um grupo cujo controle acionário, depois de experiências que não deram certo com a Ford, passou para os indianos da
15/07/2013

LÍDERES DO SEMESTRE

Por: Fernando Calmon Ao término do melhor primeiro semestre em vendas da história, houve mudanças significativas em alguns dos 16 segmentos em que esta coluna Alta Roda divide o mercado. Com a dinâmica de lançamentos e o redirecionamento das preferências dos compradores, stations pequenas saíram da classificação porque apenas dois modelos estão disponíveis: Palio Weekend e SpaceFox. Três opções é o mínimo necessário. Peruas médias e grandes, embora vendam menos que as compactas, ainda têm oferta de oito modelos. Utilitários esporte avançaram sobre stations, monovolumes, sedãs e até hatches. Por isso, sua base foi subdividida entre compactos (ainda crescerá bastante)
09/07/2013

REVOLUÇÃO ENERGÉTICA

Por: Fernando Calmon Quem ainda não ouviu falar de gás de xisto, mais ou cedo ou mais tarde vai ouvir. Trata-se de extrair do subsolo gás natural impregnado em rochas ou areias betuminosas por meio de nova técnica conhecida como fratura hidráulica. Aplicado em grande escala nos EUA, significou um corte de mais de 70% no preço daquele combustível. Pode-se obter petróleo dessa forma também, porém a custo maior. Ainda se discutem todos os riscos ambientais já que exige quantidade enorme de água. Por outro lado, gás é combustível fóssil e, portanto, colabora para o aquecimento do planeta. Formar uma
29/06/2013

ARGENTINOS AINDA INQUIETOS

Por: Fernando Calmon Salão do Automóvel de Buenos Aires, que se encerra dia 30, é boa oportunidade de repassar o longo processo de integração das indústrias automobilísticas dos dois países. Na verdade o livre comércio vem sendo sucessivamente adiado. Último acordo previa 1º de julho deste ano para deixar as fronteiras completamente livres, mas se dá como certo novo adiamento pelo menos até o final de 2014. Dependência da produção argentina do mercado brasileiro é enorme: 90% de suas exportações vêm para cá. Também se deve considerar que, hoje, 70% das exportações de veículos brasileiros destinam-se à Argentina. O balanço
22/06/2013

LEGISLAÇÕES ATRAPALHADAS

Por: Fernando Calmon Tudo indica que a obrigatoriedade de utilização de rastreadores em veículos novos (incluindo motocicletas) será adiada pela quarta vez. Deveriam ser instalados, no final deste semestre, na própria linha de montagem de todos os veículos produzidos no Brasil ou importados. Esse dispositivo foi imposição do ex-ministro das Cidades e presidente do Contran, Márcio Fortes, apesar de vários especialistas do próprio órgão e representantes do setor automobilístico terem ponderado sobre dificuldades técnicas, custo-benefício inadequado e aumento de preço ao consumidor mesmo nas regiões do país de baixo risco de roubos e furtos. Depois de superar imbróglios jurídicos quanto
17/06/2013

CONFLITO DE INTERESSES

Por: Fernando Calmon No próximo mês a indústria atingirá a produção de 20 milhões de veículos leves cujos motores podem ser abastecidos indiferentemente com etanol ou gasolina. Mais conhecidos como motores flex, em pouco mais de 10 anos (completados em março último) conseguiram crescente aceitação. Hoje, respondem por cerca de 90% das vendas de veículos leves com motores de ciclo Otto, inclusive de modelos de origem sul-coreana e chinesa que tiveram desenvolvimento no exterior. É preciso lembrar que essa tecnologia chegou a ser ridicularizada no início, em 2003. No entanto, ela veio para ficar e, aos poucos, superou problemas. Esta
17/06/2013

ECONÔMICO AO EXTREMO

Por Fernando Calmon Vencer desafios faz parte do trabalho diuturno da indústria. No exterior o jogo é pesado e demanda investimentos maciços. Em especial quando se coloca a meta pública e ambiciosa de produzir um automóvel capaz de superar 100 km com apenas 1 litro de combustível. No recente Salão de Genebra, a Volkswagen demonstrou que o seu XL1 foi além. Conseguiu, no ciclo europeu (NEDC) de consumo rodoviário, até 111 km com apenas um litro de diesel. Difícil de reproduzir em situação real de trânsito, porém, pelo menos, três vezes mais econômico que o melhor dos atuais modelos com
10/06/2013

BASTA DE IMPROVISAÇÃO

Por: Fernando Calmon No mundo, hoje, circulam mais de um bilhão de veículos leves e pesados, sem incluir motocicletas. Antes do final da década a frota atingirá 1,4 bilhão e quase todo esse crescimento virá de países emergentes. É uma tendência que não reverterá tão cedo. Afinal, a densidade de motorização – medida em número de habitantes por veículo – nesses países ainda está muito distante dos chamados desenvolvidos. Essa conta, claro, deve ser feita a partir de números da frota real. Como já comentado nessa coluna, as estatísticas do Denatran consideram que os veículos só recebem certidões de nascimento,
03/06/2013

EM BUSCA DO MENOR CONSUMO

Por: Fernando Calmon Mais um passo foi dado pelo governo para esclarecer e regulamentar o complicado novo regime automobilístico, batizado de Inovar-Auto, vigente por cinco anos, de 2013 a 2017. Além de complexo e intervencionista, na realidade não restavam alternativas muito melhores para que o País conseguisse manter sua indústria à tona em um ambiente complexo de competição internacional. Sem contar os sérios problemas advindos da valorização da moeda brasileira, que torna baratos os produtos importados e caros, os de exportação. Para compensar o aumento de 30 pontos percentuais de IPI – ao contrário dos que muitos pensam atingiu produtos
29/05/2013

DE VOLTA PARA O FUTURO

Por: Fernando Calmon Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo. Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano,
20/05/2013

EXPORTAR IMPORTA MUITO

Por: Fernando Calmon Exportação parece um tema sem grande importância para quem compra um automóvel produzido no Brasil. No entanto, esse é um motivo de preocupação. Afinal, o que dá grau de competitividade à indústria automobilística de um país é o seu nível de produção. O País é o quarto maior mercado do mundo e apenas o sétimo maior produtor, justamente por ter perdido sua capacidade de exportar. Impacto positivo das exportações significa aumento de escala de produção. Isso, frequentemente, viabiliza tecnologias sensíveis a volume, em especial as maravilhas da eletrônica de bordo para segurança e conforto, além de melhorias